PCC mata 2 por pedofilia

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embu guacu contra pedofiliaSuspeitos de terem abusado de adolescentes, dois homossexuais foram submetidos ao tribunal do Crime.

A Justiça decretou a prisão temporária de 30 dias para três homens acusados de envolvimento no Tribunal do Crime do PCC, ocorrido em um sítio, no município de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo. Dois deles, o caseiro Silvestre Alves de Melo, de 40 anos, e Ricardo Braz Sancho, o Mijão, de 18, foram presos. Nelson das Chagas, de 32 anos está foragido.

Na quarta-feira à noite, a polícia localizou os corpos de Onesimo Soares Pereira, de 32 anos, e de Nelson de Araújo Nunes, de 39, em covas rasas, próximo ao sítio. Depois de horas de buscas, anoitecia e o delegado André Antiqueira, titular do 11  Distrito Policial (Santo Amaro) retirava suas equipes do sítio quando sentiu cheiro de carniça. Chamou o pessoal da Guarda Municipal de Embu-Guaçu e os bombeiros e encontraram as vítimas.

Segundo apurações da polícia, as vítimas foram “julgadas” por dez criminosos. Eram acusadas de envolvimento com pedofilia. Uma das crianças que fora alvo de tentativa de abuso sexual era o irmão de Chagas, um menino de 14 anos. Segundo depoimento do acusado Sancho, Nunes confessou que era homossexual e praticava sexo oral com adolescentes. No dia 20 de novembro, ele foi levado para o sítio. Dois dias depois, Onesimo, que também era homossexual e sobre o qual comentavam ser pedófilo, foi levado para o sítio.

Os dois foram julgados, tiveram a morte decretada pelo crime organizado, foram torturados, espancados e mortos. “Havia fios de cobre em torno do pescoço. Foram enforcados com um torniquete”, disse o delegado Antiqueira. Onesimo pediu para ser julgado pelo PCC da Zona Norte, onde vivia. Queria ter uma chance.

DELPHINO
pliniod@diariosp.com.br

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