Cachorros circulam em unidades de saúde de Embu-Guaçu

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desenho_13Pronto-Socorro e Unidade Mista de Saúde têm problemas de infraestrutura. Prefeitura diz fazer investimentos necessários.

O Pronto-Socorro e uma Unidade Mista de Saúde de Embu-Guaçu, na Grande São Paulo, apresenta problemas de infraestrutura e de falta de higiene. O Bom Dia São Paulo mostrou nesta quarta-feira (26) que tapumes são usados como porta e até cachorros de rua circulam em ambientes que deveriam ser limpos e bem cuidados.

Com uma câmera escondida, a equipe de reportagem mostrou que o pronto-socorro, que fica na Praça João Schunck, tem tapumes para separar a recepção das salas de atendimento. No corredor, pessoas esperam em pé por um médico. “Quando precisa não tem médico não tem ambulância”, disse uma paciente, que não quis se identificar.

A Prefeitura diz que tem feitos investimentos necessários, mas que o município precisa de maior investimento estadual e federal para corrigir a situação. Já o problema dos cachorros circulando nas unidades de saúde foi considerado pela administração municipal como um caso isolado.

Imagens mostram caixas com medicamentos abertas nos corredores. Enfermeiras passavam a toda hora para pegar algumas embalagens. O lixo também não recebe tratamento adequado. Sacos de lixo ficam expostos ao ar livre.

Na garagem, um carro particular foi estacionado onde deveriam estar as ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A equipe de reportagem flagrou um carro da Guarda Civil Metropolitana sendo lavado ao lado da garagem do Samu.

A equipe visitou também uma Unidade Mista de Saúde, a UMS de Embu-Guaçu, para onde são encaminhados os casos mais graves. Dentro, tinha um outro cachorro. Ele dormia no chão da sala de espera e, alguns minutos depois, se deitou nos mesmos bancos em que pacientes aguardavam atendimento. A Prefeitura diz que são atendidas quase dez mil pessoas por mês.
O diretor técnico de saúde da cidade diz que de outubro passado até fevereiro, o município teve dificuldade para contratar médicos. Há quatro meses, a contratação dos profissionais foi terceirizada.

“No concurso passado nós abrimos 36 vagas para socorristas. Apareceram cinco. Dos cinco, quatro já tinham contrato com emergência conosco. Um passou o prazo, perdeu a inscrição. Quer dizer, nós não conseguimos médico”, afirmou o diretor técnico de Saúde de Embu-Guaçu, Luciano de Oliveira.

A equipe do Bom Dia São Paulo visitou uma parte da UMS, onde ficam 19 leitos, além da recepção, corredores de internação, retorno médico e sala de urgência. Em vários pontos do teto, podem ser vistas manchas de mofo. A unidade passa por uma reforma geral, que o diretor diz que deve terminar em até dois meses.

G1

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